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Posts Tagged ‘Facebook’

A velhice é a coisa mais surpreendente que pode acontecer a uma pessoa (Trotsky)

Cultivadora compulsiva de quinquilharia, memorabilia, revistas e jornais já desaparecidos, postais e anúncios pintados por artistas, sempre me achei pertencente a um “nicho”, tão pequeno que raramente encontro quem se extasie comigo perante uma edição antiga do Século Ilustrado ou o folheto da “Mary Poppins” do cinema Europa.

Duvido que isto faça de mim uma saudosista, porque esta mania vem desde os meus sete ou oito anos, quando esgravatava nas colecções antigas do meu pai. Creio antes que vem do fascínio e curiosidade pela representação da realidade em diferentes tempos, talvez a nostalgia de alguma candura, mas também, e ao fim ao cabo, a busca de cheiros e cores que o nosso tempo não nos dá.

Eis que, de forma muito evidente, o culto das peças e da estética vintage (os brasileiros preferem a palavra Retrô) se está a tornar mainstream. Jornais e televisões recuperam anúncios antigos e fazem deles matérias autónomas, blogues, perfis de twitter e Facebook, como o imperdível Reclames do Estadão, uma iniciativa do “Estado de São Paulo” (que bem poderia ser recuperada pelo “Diário de Notícias”).

Bom, isto parece apenas  a exploração de um filão, um pequeno alargamento do nicho.

Mas esta “reciclagem” do passado foi mais longe com a campanha “Como seriam os anúncios do Facebook, Twitter e Skype nos anos 60?“, uma brilhante criação acabada de lançar pela agência brasileira Moma de São Paulo para o MaxiMídia, o maior evento de Comunicação e Marketing da América Latina. Nesta campanha, podemos ver-nos como veríamos os anúncios antigos do Estadão, deslumbrados mas felizes e cândidos perante o progresso que nos avassala.

E porque é que esta campanha está a gerar um êxito brutal nas redes sociais e nos blogs de tecnologia e comunicação?  Porque é surpreendente, porque nos dá a dimensão vintage do nosso presente, porque nos acalma em relação ao que por vezes sentimos como a voragem dos tempos.

Depois, foi também o primeiro Vintage Computing Festival em Inglaterra, onde as velhas máquinas são admiradas e onde alguém  recupera o Spectrum e põe-lhe o Twiiter lá dentro. O tempo encapsulado dentro do tempo.

E os casos vão-se multiplicando. Estaremos a recuperar apenas a estética vintage-retrô, é só uma moda, ou estamos a tomar consciência de que a turbulenta evolução tecnológica nos está a levar, a cada dia que passa, a ter saudades do futuro?

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Cristiano Ronaldo chegou hoje ao Twitter, viu e venceu, e já ultrapassou os 30 mil seguidores. Nada de especial, se atentarmos ao facto que no Facebook tem mais de 4,5 milhões de fãs.

Mais interessante será para a Armani saber que, em 4o minutos, 6 mil pessoas “clicaram” na sua foto de campanha no Facebook (10 por cento dos “fãs”) e mais de 7 mil foram ver a mesma imagem via Twitter (no mesmo espaço de tempo, 40 minutos, 25 por cento dos seguidores).

Algumas conclusões:

– a marca Cristiano é um bom investimento da marca Armani

– o Twitter é mais eficaz que o Facebook em termos de activação

– os golos do Ronaldo no Mundial não interessam para nada.

Nota: os números deste post desactualizam-se a cada segundo, mas as conclusões, para já, mantêm-se.

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O Briefing relata hoje que, “de acordo com os resultados do estudo Netpanel da Marketest, o Facebook foi, em Janeiro, o domínio com maior número de páginas visitadas pelos portugueses nos acessos realizados a partir do lar”. O pódio fica completo com o google.pt (ex-líder) seguido pelo Hi5.

O mesmo jornal dizia aqui que, nos EUA em 2010, a publicidade online vai ultrapassar a publicidade na imprensa.

A comunicação na web e nas redes sociais já não é uma tendência, é um padrão. As relações públicas e a comunicação empresarial trabalham hoje com um novo paradigma, e a “evangelização” dos nossos clientes é uma das nossas novas missões. Outra é procurar a forma acertada e pertinente de estar online, pois, também na web, não há receitas universais. E é aqui que entra o conselho em comunicação.

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