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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

A propósito da última revisão em baixa da Standard&Poor’s, notando Portugal com um modesto A-, importa saber – o que são afinal estas agências?

As agências de rating internacionais são empresas que avaliam a capacidade de um determinado país ou empresa em cumprir os seus compromissos financeiros. E a capacidade em cumprir o pagamento, ou o risco de não o cumprir, determina o valor a pagar pelos empréstimos que o Estado, Bancos ou empresas vão contrair lá fora.

Resumindo e baralhando e de uma forma muito simplista, o resultado desta nossa última avaliação não deverá andar muito longe de:

  • O Estado vai encontrar formas de passar este acréscimo do preço do dinheiro para terceiros, ou seja, os contribuintes.
  • Os Bancos, não querem nem podem perder as suas margens de lucro logo, encontrarão também ferramentas para contornarem esta questão, ou seja, os clientes vão pagar mais pelos empréstimos contraídos.
  • As grandes empresas, arranjarão também elas formas de dar a volta ao problema, aumentando um tudo ou nada os preços de venda dos seus produtos/serviços ou emagrecendo as regalias extra dos seus colaboradores.
  • As pequenas e médias empresas, muito provavelmente e se conseguirem sobreviver, passarão a micro e pequenas empresas, desacelerando de tal forma os seus investimentos a níveis nunca antes imaginados, que contribuirão para um crescimento económico negativo ou muito perto do zero.

Posto isto, questiono-me sobre a oportunidade da avaliação do rating de Portugal, agravando a nossa situação financeira internacional, colocando em causa a viabilidade económica do país e afogando contribuintes e empresas.

Já agora… se os países e as empresas são avaliados, quem avalia as agências de rating? Sim, porque se estas agências avaliam países, deveriam também elas ver avaliada a sua competência, isenção e transparência.

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Esta semana o noticiário da noite da SIC anunciava que no próximo dia 7 de Abril os Tokio Hotel dão um concerto em Lisboa. A notícia não era sobre o concerto propriamente dito, mas sim sobre o acampamento de jovens fans que já está montado à porta do Pavilhão Atlântico. A reportagem era de dia 29 de Março, nove dias antes da data do espectáculo. São jovens, raparigas e rapazes com idades a partir dos 13 anos que se organizam em pequenos grupos para marcarem o melhor lugar à frente do palco, numa espécie de “corrida mais louca do mundo”. A sua organização vai ao pormenor de terem escalas, com horários rotativos para os almoços e jantares e para as idas a casa. Os mais sortudos vão ter almoço de Páscoa com a família.

Num momento da história em que a igreja católica sofre vários revés, os cultos transferem-se para novos ídolos, massificados e globalizados, como os artistas e jogadores de futebol.

Produto de uma gigantesca máquina de fazer dinheiro a partir da criação de um modelo universal que todos querem seguir, os ídolos da nova juventude não são mais do que imagens, travestidas de divindades, e verdadeiros objectos de culto do espectáculo.

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