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Archive for the ‘Redes Sociais’ Category

A tragédia ambiental que assola o Golfo do México desde 20 de Abril deitou por terra a  imagem de “empresa verde” e ambientalmente responsável que demorou dez anos a constuir. Numa gigantesca (e bem sucedida) operação de rebranding a sigla BP deixou de significar British Petroleum para se assinar Beyond Petroleum.

Hoje, a BP vive uma crise em várias dimensões: operacional, jurídica, comunicacional e reputacional. Embora o acidente fosse expectável num dos maiores exploradores petrolíferos do mundo, as reacções pouco assertivas e concertadas deram a imagem de que a BP não estava preparada para semelhante tragédia. O que parece pouco plausível.

A explicação talvez resida no problema comum a todas as mega-organizações: uma estrutura pesada, lenta a reagir. Outro dado importante deste caso parece ser a primazia das acções legais na gestão da crise, remetendo a gestão da comunicação para uma fase (demasiado) tardia. O público ficou chocado quando a primeira comunicação pública da BP foi a oferta de 5 mil dólares a cada lesado que prescindisse de futuras indemnizações.

Só no passado fim-de-semana a BP se decidiu pela criação de um website “DeepWater Horizon Response” dedicado a responder a perguntas e prestar informações, incluindo os efeitos nos estados afectados (Louisiana, Alabama, Mississippi e Florida), uma página no twitter e outra no facebook com permanentes actualizações. Uma boa utilização das redes sociais, embora incompreensivelmente tardia. Note-se, contudo, que o site e as contas sociais não são da BP, mas da empresa concessionária (fará sentido este eufemismo? talvez por razões jurídicas, mais uma vez).

A principal conclusão, para já, é que a BP se enredou no território da crise e da prevenção da litigação sem uma mensagem de proximidade e de compromisso com os valores que tão bem tem defendido. Parece que a comunicação e a gestão da reputação foram engolidas pelas operações e pelos advogados.

E, num instante, BP passa de Beyond Petroleum a Beyond Pr. Um caso a seguir.

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A maioria dos bloggers já se consideram jornalistas. O inquérito “2010 PRWeek/PR Newswire Media Survey”, que abrangeu 1568 profissionais dos media “tradicionais” e “não tradicionais” e 1670 profissionais de Relações Públicas nos Estados Unidos, revelou que 52% dos bloggers se equiparam a profissionais de comunicação social. Segundo o estudo, um importante crescimento desde o ano passado, em que apenas um em cada três partilhavam esta opinião.

Se bem que, na realidade, ainda só 20 por cento dos bloggers reconheçam que a maior parte do seu rendimento deriva da sua actividade na blogoesfera. Apenas um crescimento de 4% em relação a 2009.

Do total dos inquiridos, o uso de blogs e redes sociais para pesquisa tem aumentado; mas há uma grande diferença nessa utilização entre bloggers e jornalistas dos media tradicionais. Enquanto 91% dos bloggers e 68% dos jornalistas online usam blogs “sempre” ou “às vezes” para pesquisa, apenas 35 por cento dos repórteres de jornais e 38% dos jornalistas de revistas off-line admitem recorrer às novas plataformas.

A mesma discrepância verifica-se no que toca ao uso de redes sociais para investigação.No geral, 33 por cento dos inquiridos dizem usá-las, enquanto os bloggers revelam um uso superior (48%) aos jornais e (31%) e revistas impressas (27%).

Se considerarmos o Twitter, o contraste ainda é maior: 64% dos bloggers e 36% dos jornalistas online usam o twitter como ferramenta de trabalho. Esta percentagem baixa para 19% dos jornalistas de jornais e 17% das revistas.
No que respeita ao uso de “tuites” (posts do Twitter) nos artigos, apenas 19 a 20% dos jornalistas dos media tradicionais o fazem.
Nos Estados Unidos, já 55% dos bloggers e 42% dos jornalistas de meios online usam posts do Twitter. E, surpreendentemente, 48% das notícias de televisão!

Creio que um estudo semelhante ainda não tenha sido feito em Portugal. Embora as percentagens possam variar (a indústria dos blogs e o jornalismo online estará num estádio ainda emergente em Portugal), estou em crer que as tendências registadas no estudo da PR Week  não estarão longe de uma realidade próxima em Portugal e nos mercados europeus em geral.

Nota: este post foi inicialmente publicado em Jornalistas de Sofá.

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A EuroRSCG, assumida como agência global de publicidade e comunicação na frente dos novos canais e das redes sociais, encontrou uma forma original de dar os parabéns à Advertising Age, bíblia americana (e mundial) dos profissionais de marketing e  publicidade.

No tradicional anúncio comemorativo publicado na edição de aniversário da revista, a EuroRSCG remete para um endereço no Twitter (http://twitter.com/AdAge80) onde centenas de pessoas se juntaram para celebrar o 80.º aniversário da publicação.

Preparada “em segredo”, a página do Twitter propositadamente criada para o efeito foi alimentada durante o fim-de-semana pelos colaboradores da EuroRSCG e suas afiliadas em todo o mundo. A partir de hoje, data do aniversário, todas as pessoas que acedam à página são convidadas a congratular a octogenária revista.

Uma campanha gerada a partir de um simples e-mail, um mundo de parabéns à distância de um tweet.

PS: Já agora, vale a pena ler no site os vários artigos que analisam a história do mundo, nos últimos 80 anos, através da história do marketing. Não deixa também de ser curioso que, quando a Ad Age saiu para as bancas, as bolsas tinham-se afundado e estava-se no início da Grande Depressão…

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A melhor certeza que os nossos filhos não se deslumbram com as redes sociais, foi o alerta que o meu adolescente de 14 anos me deu hoje em relação ao “Leitão 2010”, o tão badalado (e esperado) mega-encontro de twitters que vai acontecer no próximo domingo.

“Acho que se arriscam a grandes desilusões com este encontro de twitters” “Porquê’?” “Porque vão descobrir que algumas caras não têm nada a ver com os avatares, que os deputados são míudos de 13 anos que andaram a gozar a vossa cara, que aquele tipo que parecia interessante e charmoso é um grandessíssimo nerd… Cuidado.”

Não sendo ele frequentador da rede twitter, que conhece apenas pelos meus comentários em família, o que este “aviso” ilustra é que as novas gerações, nadas  e criadas na internet, são bem mais prudentes e realistas que muitos adultos.

Para além de ser reconfortante, é um bom indicador para as marcas que comunicam com esta geração e com os adultos que eles serão daqui a poucos anos. Muito realismo e muita sinceridade, é o que eles querem.

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